Ilhas Gregas: Roteiro Barato pelas Cíclades
(Santorini, Milos, Naxos e Mykonos)

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Bem-vindo ao meu guia para explorar as Ilhas Gregas! 🌊 Se sempre sonhaste em conhecer ilhas como Santorini ou Milos e estás à procura de um roteiro barato e personalizado, estás no sítio certo. Neste artigo, vou partilhar contigo como consegui visitar quatro das ilhas mais icónicas — Santorini, Milos, Naxos e Mykonos — durante 10 dias, sem abrir mão do conforto.

As Ilhas Gregas 💙

As Ilhas Gregas têm uma energia única, onde a cor branca das casinhas se mistura com o azul do mar e o calor do sol. Cada rua estreita, cada esquina, tem a sua própria história e uma beleza simples que encanta à primeira vista. A água, com os seus tons cristalinos e aquela temperatura “Algarve 2.0” torna-se um convite irrecusável para mergulhos refrescantes.

É claro que, em pleno verão, as ilhas estão cheias de vida e de turistas. Mas, mesmo com essa agitação, há uma calma que surge quando nos afastamos das multidões e encontramos um recanto à beira-mar, ou uma praça tranquila, onde o ambiente fica mais genuíno e a verdadeira alma das ilhas se revela. E a comida… 🤤 Eu não sou fã de grandes banquetes, mas a comida grega fez-me repensar essa filosofia. E as pessoas? São como as ilhas: descontraídas, acolhedoras e sempre com um sorriso no rosto.

Conteúdo do Artigo
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    1. Antes de Viajar

    1.1. Quando visitar as Ilhas Gregas

    Visitei as Ilhas Gregas no início de setembro e foi perfeito: tempo ótimo (30ºC e céu limpo), água a 26ºC e bem menos gente do que no pico do verão. Se gostas de festa e praias cheias, julho e agosto são ideais, mas prepara-te para preços mais altos e multidões.

    A melhor altura para visitar as ilhas Cíclades é entre maio e outubro. Fora desse período, algumas ilhas ficam quase desertas, com muitos hotéis e restaurantes fechados.

    As ilhas podem ter algum vento, mas isso depende mais do dia do que da época do ano.
    São ilhas… têm vento, faz parte do charme! 😊

    💡 Dica: Visita as Ilhas Gregas em setembro

    Estive indecisa entre junho e setembro porque são meses menos turísticos mas ainda com boas temperaturas para praia. Escolhi setembro porque a água já está bem mais quentinha do que em junho, já que teve o verão todo para aquecer.

    1.2. Como chegar às Cíclades

    1.2.1. Voos para as ilhas gregas com uma escala

    Não há voos diretos de Portugal para Santorini, Milos, Naxos ou Mykonos, mas há várias opções com 1 escala em cidades como Atenas, Roma, Milão ou Verona. As companhias mais comuns para estas rotas são a Ryanair, easyJet, Volotea, Aegean Airlines e a Sky Express. Os preços variam bastante, mas é possível encontrar voos a partir de 150€ ida e volta na época baixa, enquanto na época alta podem facilmente ultrapassar os 400€. Reservar com antecedência faz toda a diferença! No meu caso, consegui os voos por 217€ por pessoa, com direito a 1 mala de cabine e 1 mala de mão incluídas.

    Chegar às ilhas Cíclades pode parecer um quebra-cabeças no início, mas com um pouco de pesquisa é possível encontrar boas opções e até aproveitar escalas para visitar outros destinos. Eu queria fazer o roteiro por Santorini, Milos, Naxos e Mykonos, por isso fazia sentido voar para uma ponta (Santorini ou Mykonos) e voltar pela outra. Por isso explorei as opções:

    🛫 Porto → Santorini | 🛬 Mykonos → Porto
    🛫 Porto → Mykonos | 🛬 Santorini → Porto

    Acabei por marcar o voo Porto → Verona → Santorini na ida e Mykonos → Atenas → Porto na volta.

    🇮🇹 Escala em Verona: Quando encontrei os voos, tinha 2 hipóteses: comprar tudo junto no mesmo site da companhia; comprar os voos separados — um pela Ryanair e outro pela Volotea (mais barato, mas sem garantia caso o primeiro voo atrasasse). Optei pela 2ª opção, mas para jogar pelo seguro comprei com 8h de intervalo. Assim, além de evitar o risco de perder o 2º voo, ainda aproveitei para passear um dia inteiro por Verona. Como o voo para Santorini era só à noite, acabou por ser um excelente plano B!

    💡 Dica: Pesquisar voos com entradas e saídas diferentes pode não só poupar tempo como também permitir encaixar uma “mini-viagem” extra pelo caminho! Escolhe escalas estratégicas quando não houver voos diretos para o teu destino.

    1.2.2. Voar para Atenas e seguir de ferry: vale a pena?

    Também podes voar para Atenas e depois apanhar um ferry para as ilhas. Para Santorini, o ferry mais económico custa cerca de 50€ e demora aproximadamente 8h, enquanto a opção mais rápida custa cerca de 90€ e reduz o tempo de viagem para cerca de 6h. Para Mykonos, a viagem é mais curta, o ferry mais rápido custa cerca de 60€ e demora apenas 2h40. Considerando tempo e dinheiro, voar diretamente para as ilhas compensa mais, a menos que estejas a planear explorar Atenas uns dias.

    1.3. Dicas práticas para viajar para a Grécia

    • Documentos, moeda e utilidades: Como Portugal e a Grécia são países da UE, basta o cartão de cidadão para entrar. A moeda é o euro, as tomadas são iguais às de Portugal e as chamadas e internet na UE estão incluídas em qualquer tarifário normal.
    • Transportes nas ilhas: Alugar uma scooter ou ATV é bastante popular, mas nós alugamos carro em Santorini e Milos e usámos autocarros nas restantes vezes, porque são muito mais económicos.
    • Alimentação: A comida grega é deliciosa e super barata. Se quiseres evitar os restaurantes turísticos mais caros, procura tavernas frequentadas por locais. Fizemos refeições entre 4€ (gyros, slouvakis e pita) e 12€ por pessoa (pratos completos).
    • Água potável: Em algumas ilhas, a água da torneira não é recomendada para consumo. Mas em cada alojamento, perguntamos se era seguro beber e na maioria disseram que era. Se quiseres jogar pelo seguro, bebe sempre engarrafada.
    • Gorjetas: Não são obrigatórias, mas é habitual arredondar a conta ou deixar 5% a 10% como agradecimento.

    Souvlaki, Tzatziki e Pita

    2. Planear uma Viagem às Ilhas Gregas

    2.1. Como NÃO organizei a minha viagem

    Viajar pelas ilhas gregas pode parecer um luxo caríssimo, mas com algum planeamento é possível explorar Santorini, Milos, Mykonos e ainda uma ilha mais tranquila como Naxos sem gastar uma fortuna. Analisei várias opções antes de decidir e estas foram algumas das alternativas que considerei, antes de planear a viagem de forma independente:

    🛳️ Cruzeiro com tudo incluído

    Embora parecesse uma opção cómoda e apelativa (por cerca de 800€ por pessoa, o cruzeiro passava pelas ilhas que eu queria e mais algumas), ao analisar melhor, encontrei algumas desvantagens:
    Pouco tempo nas ilhas: Só algumas horas em cada destino, sem tempo para explorar a fundo. Além de que fica apertado de tempo para alugar um carro, então não ia poder explorar tão facilmente outros pontos da ilha que queria visitar
    Ilhas extras: Passava por locais que não eram a minha prioridade.
    Sem refeições durante o dia: Não poderia usufruir das refeições do cruzeiro, já que iria estar a explorar as ilhas durante o dia, e ainda teria de as pagar à parte nas ilhas.
    Custos extras: Com voos e refeições, o total subia facilmente para 1200€ por pessoa por uma viagem não desenhada para mim.

    ✈️ Pacote de voo + hotel

    Embora já incluísse os voos, com preços que começavam em cerca de 600€ por pessoa, tinha limitações:
    Uma ilha só: O pacote incluía apenas uma ilha. Se quisesse visitar outra, teria de ir e voltar no mesmo dia, o que aumentava os custos com os ferries e me deixava com poucas horas para explorar a nova ilha.
    Custo extra para mudar de ilha: Caso optasse por ficar mais tempo na nova ilha, teria de pagar um novo hotel, perdendo o valor do pacote reservado para a primeira ilha.

    📋 Agência com roteiro organizado

    Esta opção incluía 2 a 3 dias em cada ilha, com ferries e hotéis já planeados, o que parecia bastante prático.
    ❌ O preço rondava os 3000€ por pessoa, sem contar com os voos nem despesas durante a viagem, tornando-se muito mais caro.

    2.2. Quanto custou a minha viagem às Ilhas Gregas

    Organizar tudo por conta própria deu mais trabalho, mas compensou imenso:
    ✅ Consegui escolher os voos mais baratos e com escalas estratégicas para aproveitar melhor o tempo;
    ✅ Decidi exatamente quantos dias queria passar em cada ilha;
    ✅ Escolhi alojamentos mais económicos e bem localizados.

    Uma viagem de 9 dias pelas ilhas de Santorini, Milos, Naxos e Mykonos:
    ✈️ Voos: 217 € por pessoa (com 1 mala de cabine e 1 mala de mão incluídas)
    🏨 Alojamento: 373 € por pessoa para 8 noites
    🍴 Alimentação: 110 € por pessoa para 9 dias
    ⛴️ Ferries: 195 € por pessoa
    🚗 Aluguer de carros + gasóleo: 105 € por pessoa (um carro em Santorini e outro em Milos)

    ➡️ Total: 1000 € por pessoa para 9 dias de viagem, com tudo incluído! E ainda consegui aproveitar uma escala em Verona para explorar a cidade por umas horas, sem gastar mais nos voos. Planeamento extra, mas muito mais liberdade e poupança no final! 😎

    Prefiro planear as minhas viagens de forma independente, porque tenho mais liberdade para adaptar o itinerário e controlar o orçamento. Gosto de personalizar a viagem, o que me permite uma experiência mais autêntica e flexível. Embora os pacotes e tours possam ser melhores em alguns casos, viajar de forma independente é quase sempre mais vantajoso para mim. 😊

    2.3. Que Ilhas Gregas escolhi

    As Ilhas Gregas dividem-se em vários arquipélagos, cada um com características próprias:

    • Ilhas Jónicas (Corfu, Zakynthos, Kefalonia, …): Ideais para quem procura praias rodeadas de vegetação e águas calmas.
    • Ilhas Sarónicas (Aegina, Hydra, …): Perto de Atenas, perfeitas para escapadinhas rápidas.
    • Cíclades (Santorini, Mykonos, Milos, …): As mais famosas e turísticas, com casinhas brancas e ruas labirínticas.
    • Ilhas Egeias do Norte (Lesbos, Chios, …): Menos conhecidas e com um ambiente mais local.
    • Dodecaneso (Rhodes, Kos, Patmos, …): Mistura de história, cultura e praias.
    • Espórades (Skiathos, Skopelos, Alonissos…): Menos turísticas, com praias verdejantes e atmosfera tranquila.
    • Creta (Heraklion, Chania, …): A maior ilha grega, cheia de diversidade.

    Na minha primeira viagem à Grécia, escolhi visitar Santorini, Milos e Mykonos. Queria conhecer Santorini pelas cúpulas icónicas e os famosos pores do sol, Milos pelas praias incríveis e formações rochosas únicas, e Mykonos pelos moinhos e as ruas pitorescas. Para equilibrar a viagem, quis incluir também uma ilha mais tranquila e económica, onde pudesse descansar e aproveitar a praia sem multidões: Naxos.

    Fiquei indecisa entre Naxos, Paros e Antiparos, três opções com esse perfil mais calmo. Acabei por escolher Naxos porque encontrei a melhor relação qualidade-preço tanto em alojamento como nos ferries. Além disso, a sua localização estratégica tornava-a ideal para fazer uma pausa na viagem, ficando convenientemente a meio do caminho entre Milos e Mykonos.

    2.4. Como te deslocares entre as ilhas: Island Hopping nas Cíclades

    Viajar entre as ilhas Cíclades é mais simples do que parece e parte da diversão! A forma mais comum de te deslocares entre elas é de ferry, e há várias rotas diárias a ligar as principais ilhas, com o bónus de fazeres uma espécie de mini cruzeiro na viagem.

    ⛴️ Ferries: Há ferries lentos (mais baratos e estáveis) e ferries rápidos (mais caros mas que poupam tempo). Por exemplo, a viagem de Santorini para Milos pode demorar entre 2h30 e 5h, dependendo do tipo de ferry. A maioria das ilhas está bem conectada, mas nem todas têm ligações diretas entre si, por isso convém sempre verificar com antecedência no site Ferryscanner ou no Seajets.

    💡 Dica: Compra os bilhetes online com antecedência. Os lugares nos ferries esgotam rápido, especialmente nas rotas mais populares (como Santorini–Mykonos). Eu marquei com 3 meses de antecedência e já havia algumas rotas com poucos lugares.

    📖 story time…

    Comprei os bilhetes da Seajets em abril para viajar em setembro, mas não recebi logo os bilhetes eletrónicos, só uma confirmação com o número de reserva (algo como 1112TXALO). Para os obter, tive de ir até ao site da Seajets, mas atenção: o check-in online só está acessível através da homepage, não aparece no menu.

    Clica em CHECK-IN, introduz o número de referência e o número de telemóvel (tem de estar no formato internacional, por exemplo, 003519xxxxxxxx). No meu caso, mesmo em junho ainda não dava para aceder aos bilhetes… só consegui fazer o check-in e obter os bilhetes com um dia de antecedência. Não sei se continua a funcionar assim, mas se te acontecer o mesmo, não stresses, é normal! Acabei por conseguir sempre os bilhetes de cada ferry no dia anterior.

    🎟️ Preços: Os bilhetes entre ilhas custam geralmente entre 20€ e 90€, dependendo da distância e do tipo de ferry. No meu caso, gastei 195€ por pessoa para os ferries entre Santorini, Milos, Naxos e Mykonos.

    📦 Bagagem: Não há grandes restrições, podes levar malas grandes sem pagar extra (pelo menos na maioria das companhias). Só não dá muito jeito carregar malas grandes nos portos no momento do embarque.

    🗓️ Planeamento: Organiza o teu roteiro de forma lógica e evita saltar de uma ponta a outra. Por exemplo, eu comecei em Santorini e fui subindo até Mykonos, parando pelo caminho em Milos e Naxos. Assim ganhas tempo e poupas nos ferries.

    ✈️ E voos entre as ilhas, não há?
    Nas Cíclades, a ligação aérea entre ilhas é muito limitada ou inexistente. Algumas das mais turísticas (como Santorini ou Mykonos) têm aeroportos, mas normalmente não há voos diretos entre elas, apenas para/desde Atenas. Por isso, a opção mais prática e económica continua a ser o ferry.

    2.5. Como manter o orçamento baixo e evitar armadilhas turísticas

    🍽️ Alimentação

    Viajar pelas ilhas gregas pode ser bem mais barato do que parece, mas é preciso algum planeamento para evitar armadilhas turísticas. A comida, por exemplo, é deliciosa e acessível, mas convém fugir aos restaurantes mais turísticos (como os que têm vista para a caldeira em Santorini), onde facilmente pagas o triplo. Se quiseres mesmo poupar, basta ficares pelos clássicos: gyros, souvlaki e pita, que custam entre 4 € e 6 € e já enchem bem. O molho tzatziki é obrigatório! Em Santorini, encontrámos um bar escondido numa rua da caldeira que servia gyros para levar. Pegámos na comida e fomos almoçar num muro com vista para o mar. Ficou 10 € para os dois, em vez dos 200 € que provavelmente pagaríamos num restaurante com a mesma vista. Em Milos, havia um restaurante mesmo junto ao porto, com uma esplanada simpática e pratos gigantes a 12 €. Supostamente era por pessoa… mas um prato daqueles dava para três Ineses 😅

    🏠 Alojamento

    No alojamento, reservar com antecedência pode fazer toda a diferença, especialmente em Santorini e Mykonos, onde os preços disparam. Se o teu objetivo for poupar, evita alojamentos em frente ao mar nas zonas mais concorridas e procura opções ligeiramente mais afastadas, mas com bom acesso de transportes ou carro. Eu reservei com 6 meses de antecedência e encontrei opções bastante em conta. Procura junto a paragens de autocarro ou, se alugares carro ou mota, mais longe do centro. Basta ficarem a 1 ou 2 km do mar (que não é nada se tiveres carro) e já encontras a uma pequena fração do preço!

    ⛴️ Ferries

    Quanto aos ferries, convém comprar com alguma antecedência (especialmente na época alta) não tanto para poupar dinheiro, mas para garantir lugar, já que muitos esgotam semanas (ou até meses) antes.

    🎟️ Atividades

    Em Santorini e Mykonos há muitos passeios e excursões, mas são caros e nem sempre necessários. Eu própria não marquei nada e adorei explorar as ilhas por conta própria. Também convém ter atenção aos extras: em algumas praias, as espreguiçadeiras podem custar 30 € a 50 € por dia. Leva toalha e escolhe praias menos turísticas para poupar.

    🚗 Transportes

    Em Santorini, usei os autocarros no primeiro dia, são baratos, rápidos e pagas diretamente ao motorista, em dinheiro. No segundo dia, aluguei carro para visitar zonas mais afastadas e facilitar o transporte das malas até ao porto. Em Milos, também aluguei carro por um dia para explorar melhor a ilha. Em Naxos, o alojamento incluía transporte do porto de/para o alojamento e, como era uma paragem mais relaxada de praia, não precisei de carro. Já em Mykonos, fiquei numa zona central e fiz tudo a pé.

    💡Dica comodista: Usa os transportes quando ficares perto do hotel ou da praia e aluga carro só num dos dias para explorar a ilha. Pede para entregar o carro no porto no dia em que fores embora, assim poupas no aluguer e facilita o transporte das malas. Se possível, escolhe hotéis que incluam transfer, ajuda muito na chegada.

    ⚠️ Atenção: Em Santorini, roubaram-nos a abraçadeira da tampa da jante do carro alugado. A empresa não cobrou, mas é comum haver danos ou pequenos furtos, especialmente em zonas menos centrais. Vimos jantes na beira da estrada. Estaciona com cuidado!

    📖 story time…

    Em Milos, perdemos a carteira mesmo antes de abastecer o carro. Sem dinheiro, sem documentos, e já com o depósito cheio, dissemos ao senhor do posto que íamos ao hotel tentar encontrá-la. Ele sorriu e respondeu: “Se voltarem, pagam. Se não voltarem, não pagam. Não se preocupem.” 😂 Felizmente encontrámos a carteira… e claro que voltámos!

    Alugar um carro por dia fica geralmente entre 30 € e 80 €, dependendo da ilha, da época e do tipo de viatura, além de cerca de 10 € a 15 € de combustível por dia, dependendo do percurso. Se só precisares do carro num dos dias (para explorar melhor ou facilitar deslocações com malas), essa já é uma poupança significativa. Já os autocarros custam cerca de 2 € por trajeto e cobrem as principais zonas turísticas, sendo perfeitos para deslocações mais simples. Esta combinação (transportes públicos + aluguer pontual) ajuda a reduzir os custos e dá-te flexibilidade para adaptares o plano conforme cada ilha.

    3. Roteiro pelas Cíclades

    Depois de muito planeamento, chegou finalmente a parte mais emocionante: explorar as ilhas! Estivemos em Santorini, Milos, Naxos e Mykonos, e cada uma surpreendeu à sua maneira. Desde paisagens icónicas a praias escondidas, passando por boa comida. Neste roteiro, partilho o que vi, o que gostei mais e dicas práticas para aproveitares ao máximo cada ilha.

    3.1. Santorini

    Santorini é uma ilha linda, mas também muito turística. As escarpas de casinhas brancas com vista para a caldeira, os domos azuis e os pores do sol de postal fazem parte do cliché. E com razão, porque é tudo mesmo lindo! Mas a ilha não se resume só às 3 cúpulas e filas de influencers. Enquanto uns fazem fila para as cúpulas azuis, tu podes ir descobrindo miradouros, igrejas e cantinhos igualmente fotogénicos com paisagens de sonho e muito mais espaço para aproveitar as vistas. Lê aqui o artigo completo sobre Santorini.

    Durante a minha estadia em Santorini, fiquei alojada em Karterados, a cerca de 2km de Fira, e explorei quatro zonas principais: Fira, Oia, Imerovigli e Kamari, cada uma com a sua vibe e forma diferente de aproveitar a ilha.

    🏙️ Fira

    Fira (ou Thira) é a capital de Santorini e um ótimo ponto de partida. Tem muitas lojas, restaurantes, igrejas bonitas e vistas deslumbrantes para a caldeira. A Igreja Católica com os Três Sinos de Fira vale a pena a paragem, mesmo que haja mais turistas por perto. Apesar de ser mais movimentada, Fira tem várias ruelas onde podes fugir da confusão e apreciar a beleza da ilha com mais calma. Só caminhar pela vila já é incrível.

    🌅 Oia

    Oia é a zona mais conhecida de Santorini e também a mais concorrida. As ruas estreitas de casinhas brancas, os cúpulas azuis e os moinhos de vento criam aquele cenário de postal que todos associamos à Grécia. Locais como o castelo de Oia, os moinhos de Oia e a Igreja das Três Cúpulas (Blue Domes Viewpoint) têm vistas espetaculares, mas costumam ter muita gente, especialmente ao pôr do sol. Se te afastares um pouco, vais encontrar miradouros com vista para a falésia que são igualmente bonitos e mais tranquilos. Não sei explicar o que o pôr do sol tem de especial aqui, mas nunca vi tão bonitos como na Grécia.

    🏖️ Kamari

    Kamari fica no lado oposto da ilha, longe das falésias, e é conhecida pela sua longa praia de areia escura. É uma zona mais calma, ideal para relaxar à beira-mar e a água é uma delícia: calma e quente. Tem uma marginal cheia de cafés, restaurantes e lojinhas, com preços mais simpáticos do que noutras zonas da ilha. É também uma boa opção de alojamento se quiseres evitar os preços altos das vilas com vista para a caldeira. E claro, podes sempre visitar a zona das falésias durante o dia. A ilha é pequena e tudo fica relativamente perto. Quanto às espreguiçadeiras, há de tudo: algumas são gratuitas desde que consumas no bar ou restaurante, outras estão incluídas no alojamento, e há quem peça 10 € de consumo mínimo ou 15 € pelo aluguer de duas espreguiçadeiras e guarda-sol.

    🌄 Imerovigli

    Imerovigli é muitas vezes ignorada por quem corre direto para Oia ou Fira, mas é uma das zonas mais sossegadas e com das melhores vistas sobre a caldeira. A paisagem aqui é quase a mesma de Oia: falésias, casas brancas empoleiradas na encosta e o azul infinito do mar, mas com muito menos gente à volta. Podes visitar a Igreja Ortodoxa de Anastasi com arquitectura típica e vistas amplas sobre o mar. É também um excelente sítio para ver o pôr do sol sem a confusão típica de Oia. Para quem quiser uma experiência mais tranquila, com a mesma beleza, Imerovigli é uma excelente escolha. 

    3.2. Milos

    Milos é das ilhas mais surpreendentes das Cíclades e uma das minhas favoritas. Tem praias com formações rochosas únicas, vilas piscatórias coloridas e um ambiente muito mais tranquilo do que Santorini ou Mykonos. Aqui, o mar é de um azul inacreditável, a comida sabe ainda melhor depois de um dia de praia e há sempre uma enseada escondida para descobrir.

    Durante a minha estadia, explorei várias zonas de Milos com paisagens bem diferentes entre si: Adamas (zona do porto), Sarakiniko, Klima, Mandrakia e Fyriplaka, todas com o seu charme e ótimos recantos para explorar.

    🛥️ Adamas

    Adamas é o porto principal de Milos e provavelmente o teu primeiro contacto com a ilha. Tem tudo o que precisas: alojamento, restaurantes, supermercados e rent-a-cars. Apesar de ser a zona mais prática, também tem charme, com uma marginal animada ao fim do dia e pequenas praias por perto. Ficar aqui facilita a logística e torna-se uma ótima base para explorares a ilha.

    🌕 Sarakiniko

    Sarakiniko é a Lua na Terra: o postal mais famoso da ilha. E percebe-se porquê. As rochas brancas esculpidas pelo vento e pelo mar criam um cenário quase extraterrestre, onde o azul do mar contrasta com o branco brilhante da pedra. Podes saltar para mergulhar de várias alturas e a água é duma cor de outro mundo! Vai cedo para evitar as multidões e o calor. Não há sombras nem infraestruturas, por isso leva chapéu, água e calçado para rochas. Houve zonas em que ainda conseguimos ficar sozinhos e sentíamo-nos mesmo num cenário do Insterstellar ou do Star Wars!

    🎣Mandrakia

    Mandrakia é uma daquelas aldeias que parece tirada de um postal antigo, mas sem a multidão à volta. As casinhas com portas e janelas coloridas mesmo em cima do mar (os famosos syrmata) eram usadas para guardar barcos, mas hoje parecem saídas de um cenário de filme. É uma paragem rápida, mas vale muito a pena. Nós estacionámos mesmo à entrada, demos uma voltinha pela vila e ainda ficámos um bocado sentados num banco a ver o mar a bater nas rochas. Não é um sítio para grandes atividades… é só mesmo bonito. E isso chega.

    🌄 Klima

    Do outro lado da ilha, mais perto do porto, fica Klima, com as suas casinhas coloridas mesmo em cima da água, todas alinhadas. É uma vila minúscula, mas cheia de charme e uma das mais fotogénicas de Milos. Chegámos ao fim da tarde, com a luz dourada a refletir nas portas vermelhas, azuis e amarelas e ficámos até ao pôr do sol, um dos mais bonitos que já vimos.

    É uma zona mais turística, tem alguns restaurantes, mas continua a ter aquele ar tranquilo de quem está longe da confusão. Consegues passear à frente das casas mas cuidado para não escorregares porque o mar chega muitas vezes até à entrada das cassas.

    🏖️ Fyriplaka

    Fyriplaka é uma das praias mais bonitas de Milos e também uma das maiores. É do lado sul da ilha, mas vale o caminho até lá. Tem um areal longo, água cristalina e falésias coloridas que dão um cenário impressionante. O mar aqui é calmo, ótimo para nadar, e o acesso é relativamente fácil, tens espaço para estender a toalha e é o tipo de praia onde dá vontade de passar o dia inteiro.

    🚘 Info comodista: Todos estes sítios têm estacionamento com fartura, por isso alugar carro é tranquilo.

    3.3. Naxos

    Depois de explorar a bom passo as ilhas de Santorini e Milos, escolhi Naxos como paragem estratégica para descansar e não podia ter corrido melhor. Estive indecisa entre Naxos, Paros e Antiparos, mas Naxos acabou por ganhar pela melhor relação qualidade-preço nos ferries e no alojamento… e por ficar no caminho entre Milos e Mykonos. Não explorei muito a ilha porque a ideia era mesmo abrandar: só passeámos pela zona do porto, onde fica o famoso Templo de Apollo e o centro histórico (Chora), e depois deixámo-nos ficar pela zona do alojamento, junto à praia Agios Prokopios.

    🏛 Templo de Apolo (Portara)

    Se chegares a Naxos de ferry, é impossível não dar de caras com o Templo de Apollo logo à entrada do porto. Ou melhor, com a Portara, que é tudo o que resta do antigo templo: uma enorme porta de mármore que se impõe contra o azul do mar e do céu.

    A estrutura foi mandada construir no século VI a.C., mas o templo nunca chegou a ser terminado. Ainda assim, a Portara resistiu ao tempo e tornou-se o grande símbolo da ilha. Diz-se que o templo era dedicado a Apollo, deus da luz e da música, mas há quem diga que seria a Dionísio. Verdades históricas à parte, o que interessa é que é um dos melhores miradouros para o pôr do sol em Naxos.

    O acesso é muito fácil: fica numa pequena ilhota ligada por uma língua de terra ao porto, a poucos minutos a pé da Chora (centro da cidade). Não há bilhetes, nem filas. É só ir e apreciar o caminho e a vista para a cidade.

    🏘️ Centro histórico de Naxos

    O centro histórico de Naxos é o coração da ilha, o sítio onde tudo acontece. É aqui que desembarcas, onde a arquitetura tradicional grega se mistura com um toque veneziano, graças ao tempo em que a ilha esteve sob domínio italiano.

    Perde-te (literalmente) pelas ruas estreitas e labirínticas da parte antiga, onde cada esquina parece ter uma escadinha branca, ou uma lojinha com cerâmica e azeite local. Há sempre um gato a dormir numa sombra e uma porta azul perfeita para a foto mas aqui o ritmo é outro, mais calmo e mais autêntico. Lá no topo, encontras o Castelo Veneziano (Kastro), com vista para o porto. A subida é fácil e faz-se bem a pé, mesmo com o calor. Pelo caminho, vais passar por pequenas praças, tabernas e cafés escondidos que parecem ter parado no tempo.

    🏖️ Praias

    Depois de tantos dias a explorar Santorini e Milos, Naxos foi a pausa perfeita. Fiz alguma pesquisa e percebi que as melhores praias da ilha ficavam todas naquela linha dourada da costa oeste: Agios Prokopios, Agia Anna e mais abaixo a Plaka Beach. Longas, com areia clara, água transparente e um ambiente super tranquilo. Acabei por escolher alojamento em Agios Prokopios, e não podia ter corrido melhor: era barato, mesmo em frente à praia e com um pequeno-almoço incrível numa esplanada com vista para o mar. A ideia aqui era mesmo só desligar e descansar, e conseguimos.

    O Pedro aproveitou os quilómetros de marginal para fazer as suas corridinhas matinais, com um ou outro mergulho pelo meio (porque quem é que resiste àquela água?). À noite, íamos dar passeios a pé à beira-mar. Há movimento suficiente para te sentires seguro e acompanhado, mas não o suficiente para parecer que está na Rua da Oura em agosto. Havia cafés, restaurantes e lojinhas por ali, guarda-sóis e espreguiçadeiras incluídos no hotel, e um ambiente tão calmo que até o tempo parecia andar mais devagar. Foi mesmo só parar, respirar e recarregar baterias.

    📖 story time…

    Estávamos na praia de Agios Prokopios, a nadar ao longo da costa, paralelamente à areia, quando de repente… algo nos passa mesmo à frente da cabeça. Uma prancha? Um tubarão? Uma alforreca gigante? Não. Um homem. Um homem morto.

    Dois rapazes que estavam mais ao fundo viram-no e arrastaram-no até à areia. Tinha uns 70 anos, completamente inconsciente. Fez-se logo um círculo à volta dele e um dos rapazes começou a fazer manobras de reanimação: compressões no peito, boca-a-boca… e foram-se revezando. Alguém chamou a ambulância.

    Ali ao lado, o amigo do senhor (também ele nos seus 70 anos) estava em choque. Disse a uma senhora que ele se chamava Camilo, e todos ficámos ali em silêncio, torcendo para que o Camilo “voltasse à vida”. De vez em quando vinha uma pequena onda e molhava o Camilo, e os homens puxavam-no mais para cima. Parecia que o mar o queria de volta.

    Estávamos a ver tudo de perto, sempre a consultar o relógico: já tinham passado 15 minutos desde que tínhamos saído da água. Ninguém desistia, mas o Camilo continuava sem dar sinais. Ninguém sabia ao certo há quanto tempo ele tinha estado dentro de água assim. A ambulância não chegava. O tempo parecia congelado.

    E de repente… o Camilo mexe-se.

    Primeiro um espasmo, depois uma tosse, e logo alguém o vira de lado. Uma senhora italiana grita: “BRAVO, CAMILO! BRAVO!!”. Nós chorávamos, as pessoas choravam e gritavam de alegria. Arrepio-me toda só a recordar esta história. Aquelas pessoas todas que nunca o tinham visto na vida a lutar por ele e ele voltou. O Camilo voltou.

    A ambulância chegou logo a seguir e levou-o. Não sabemos o que aconteceu depois. Ainda procurámos em jornais locais, mas não encontrámos nada. Esperamos que esteja bem. Para nós, a história teve um final feliz.

    E sempre que falamos de Naxos, acabamos a contar “a história do homem morto”. Começa sempre assim:
    — “Estávamos a nadar e sentimos qualquer coisa a passar à nossa frente. Adivinha o quê…”
    As pessoas tentam: uma alforreca, uma prancha, um peixe gigante.
    — “Não… um homem morto.”

    3.4. Mykonos

    Chegámos a Mykonos de ferry, e fomos logo recebidos com o famoso Meltemi: aquele vento norte tão forte que até lhe deram um nome (que amor!🥰🙄). No dia da partida, os ventos estavam a 70 km/h e eu cheia de medo da descolagem… mas acabou por ser um voo tranquilo, suponho que estejam habituados.

    Mykonos é um verdadeiro íman para celebridades. De Beyoncé a Mick Jagger, de Leonardo DiCaprio a Mariah Carey, são muitos os famosos que se deixam encantar pela combinação de luxo, praias, festa e aquele charme grego difícil de explicar, como podes ler neste artigo. É provavelmente a melhor ilha para festas de luxo, beach clubs exclusivos e noites que só acabam de manhã… mas eu fui mais para ver os moinhos e para me perder nas ruelas brancas. Cada um com a sua ideia de diversão. 😅

    🌊Little Venice

    Little Venice é um dos postais mais conhecidos de Mykonos e, apesar de ser turístico, é difícil não ficar encantado. As casas brancas com varandas coloridas estão mesmo em cima do mar e, com a luz certa, parece que estás dentro de uma pintura. É um sítio ótimo para passear no fim da tarde, com o sol a descer no horizonte e a dourar as fachadas. Os bares e restaurantes aqui têm preços puxadotes, mas há muitos sítios para te sentares junto à água ou aos moinhos para veres o sol a mergulhar no mar.

    Só tens de ter cuidado quando passas de um café para o outro junto ao mar. Houve ali um momento em que o Pedro passou a correr quando a onda rebentou. Rendeu-me um grande vídeo (com a música do Missão Impossível de fundo, claro😅).

    🌬️Moinhos de Kato Mili

    É impossível falar de Mykonos sem mencionar os moinhos. Estão em todo o lado, mas os mais famosos são os Moinhos de Kato Mili, mesmo ao pé de Little Venice. São 6, todos alinhados, a olhar para o mar, e já não moem nada há muitos anos, mas continuam a ser dos pontos mais icónicos da ilha. A vista dali é incrível, especialmente ao pôr do sol, e a brisa constante ajuda a aguentar o calor. Nós ficámos por ali um bom bocado a ver a luz a mudar e o sol a esconder-se atrás do mar. E apesar da quantidade de gente, o sítio tem mesmo aquele ar de “sim, valeu a pena vir até aqui”.

    🏘️Centro Histórico de Mykonos

    Perderes-te nas ruelas do centro de Mykonos é obrigatório e, felizmente, é fácil. A cidade é um labirinto branco com apontamentos azuis, flores e recantos que parecem desenhados à mão. A certa altura deixas de saber onde estás e limitas-te a ir virando onde o chão te mandar. Acho que percorri aquelas ruas todas, tipo robot aspirador a desenhar linhas paralelas no chão.

    Mykonos não é só praias e festas. As igrejas por aqui são mesmo únicas! Cada uma com o seu estilo, desde a icónica Panagia Paraportiani, até à charmosa Igreja de Nossa Senhora do Rosário e aquela com a cúpula vermelha que aparece em mil postais.

    🌅Moinho de Boni e Miradouros

    Se subires as ruelas por trás do centro de Mykonos, vais encontrando vistas cada vez melhores: a cidade branca lá em baixo, Little Venice ao fundo, os moinhos junto ao mar… dá vontade de parar a cada esquina. Lá no topo, junto ao Moinho do Boni, há um espaço ótimo para te sentares e ver o pôr do sol com calma. Nós ficámos ali numa pedra, sem pressa, a ver o céu mudar de cor e a ilha a acalmar. Foi mesmo um dos pores do sol mais bonitos da viagem.

    🏖️Rumo às Praias do Sul

    Com o vento norte (o tal Meltemi) a soprar forte, descemos até ao sul da ilha para aproveitar a praia. Em vez de ir de táxi ou autocarro, fizemos o percurso a pé desde o centro, o que nos permitiu ver um lado menos turístico e mais tranquilo da ilha.

    Graças ao vento e aos curtos areais, as praias de Mykonos podem não ser as melhores para relaxar (Creta, Milos, Naxos) dão-lhe um baile, mas ainda assim há opções interessantes. As mais conhecidas são a Super Paradise, com um areal generoso, festas animadas e beach clubs, e a vizinha Paradise Beach, no mesmo espírito. Se preferires algo mais tranquilo, a senhora do nosso alojamento recomendou a Agrari Beach, mais calma e protegida do vento, mesmo ao lado, a Elia Nudist Beach, mais isolada, rodeada de rochas e com ambiente mais selvagem e relaxado. E para uma experiência completamente fora do circuito, há a Fokos Beach, no norte da ilha, de difícil acesso (caminho de terra batida), vento norte, sem espreguiçadeiras, sem bares, só mar, areia e talvez umas cabras a passear pelas colinas. Mas prepara-te: está sempre vento!

    4. Dicas finais para uma visita comodista

    • Escolhe bem as ilhas: Nem todas as ilhas são para toda a gente. Mykonos pode ser linda e animada, mas se queres paz e silêncio, talvez Naxos ou Milos sejam mais a tua cara. Antes de ir, pensa no que queres das férias. Há uma ilha para cada vibe.
    • Tempo é dinheiro: Os ferries rápidos são mais caros, sim, mas às vezes poupam-te uma manhã inteira em alto mar. E já que estás a gastar dinheiro num tempo limitado de férias, talvez não valha a pena perder horas que podias estar a aproveitar.
    • Alojamento estratégico: Se fores alugar carro ou scooter, tens liberdade para ficar fora dos centros e poupar uns bons euros no alojamento. O que gastas num veículo, muitas vezes, compensa o que poupas no hotel.
    • Cuidado com o carro: Em ilhas como Santorini é frequente roubarem peças ou danificarem os carros de aluguer. Deixa-o sempre estacionado em sítios seguros e não por muito tempo.
    • Restaurantes do instagram? Só se reservares: Se queres experimentar os spots conhecidos, reserva com antecedência ou prepara-te para filas. Se fores mais relaxado (como eu), há imensas opções rápidas, boas e muito mais amigas da carteira.
    • Sapatos confortáveis, protetor solar e água: As ruelas são lindas, mas nada práticas para sapatos bonitos. Protege-te do sol, anda leve e mantém-te hidratado, que não há muitas fontes por aí. 
    • Instala apps úteis: Apps como Ferryhopper (para ferries), Google Maps offline (para não te perderes nos becos brancos), e apps de táxi locais (como Aegean Taxi) tornam tudo mais simples. Menos stress, mais tempo para aproveitar.
    • Mantém as expectativas realistas: As ilhas são lindas e não somos os únicos a querer vê-las. Vai haver gente, filas e talvez aquela foto de postal tenha dezenas de cabeças à frente. Mas está tudo bem. Aproveita as ilhas e se não der para tirar aquela foto top, deixa lá, vive o momento!✌️ Tenho excelentes memórias destas ilhas e a maioria não está em fotos! 🥰

    E agora que já tens uma ideia do que um roteiro pelas Cíclades pode ser, marca tu uma viagem feita à tua medida.
    Descobre mais sobre Santorini no artigo completo completo sobre o que fazer em 2 dias na ilha. Boa viagem! ⛴️

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