São Miguel em 6 dias

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Bem-vindo ao meu guia para uma roadtrip em São Miguel, a Pérola dos Açores! Antes de mergulhares no meu roteiro detalhado, certifica-te de que tens as informações básicas para marcar a viagem. Se ainda não o fizeste, dá uma olhadela no meu artigo sobre como planear uma roadtrip em São Miguel, onde encontrarás todas as dicas essenciais para uma aventura.

Este itinerário foi pensado para que visites os lugares por zonas. O ideal era que deixássemos as vistas mais imponentes para o fim. No entanto, a meteorologia é muito incerta! Portanto, só vale a pena decidir que zona é que vais visitar no próprio dia. Alguns locais necessitam de céu limpo para serem apreciados em todo o seu esplendor, como o miradouro da Grota do Inferno, por isso aproveita a primeira oportunidade de bom tempo para os visitar. Se bem que também o visitei num dia de nevoeiro e foi mágico! São experiências diferentes. Vou partilhar a minha viagem tal como ela foi, mas sugerir-te um percurso mais prático do que aquele que eu fiz e agrupar atrações próximas para evitar idas e vindas desnecessárias.

Zona Centro

Aqui tens um mapa e um exemplo do percurso circular que podes fazer para visitar o centro da ilha. Eu visitei tudo em dias diferentes e fiz tudo ao contrário.😅 Mas fica aqui uma sugestão da ordem pela qual podes fazer o percurso de forma mais otimizada, principalmente se tens poucos dias.

🌊Cascata do Segredo: percorre o trilho de 2 km (ida e volta) até uma encantadora cascata escondida
🏝️Vila Franca do Campo: admira o Ilhéu ao longe ou reserva um passeio de barco ou caiaque
🏞️Lagoa do Congro: faz o trilho de 3,4 km (ida e volta) até uma lagoa perdida no meio da floresta
🌊Salto do Cabrito: refresca-te na cascata ou sobe as escadas até ao seu topo de 40m de altura
♨️Caldeira Velha: relaxa nas águas termais enquanto aprecias a vegetação vulcânica
🏞️Lagoa do Fogo: maravilha-te com uma das paisagens mais bonitas dos Açores.

Chegámos ao aeroporto de São Miguel já depois do almoço. A primeira missão: ir buscar o carro que nos acompanharia na nossa roadtrip pela ilha. Com o carro nas mãos, deixámos as malas no hotel e falhámos redondamente a nossa promessa “vamos aproveitar o primeiro dia com calma, não vamos abusar nos trilhos”. Ups!🙃

Carregados de entusiasmo, pegámos no carro, parámos num supermercado para comer umas sandes e fomos ao lado sul da ilha, rumo à Cascata do Segredo. Tinha visto num blog o sítio errado para estacionar, por isso perdemos uma hora a caminhar ao longo do “Caminho dos Escuteiros”, mas por aí não dá para aceder ao trilho nem à cascata. No mapa abaixo consegues ver que podes deixar o carro no ponto que diz “Pequena Rota” (no largo ou um bocadinho mais acima ao longo da estrada, como dá para ver na fotografia). O trilho tinha uma parte de alcatrão, outra de terra batida e outra ao longo das pedras do ribeiro. Não estávamos a contar nadar e não trouxemos fato de banho, mas estava uma família a aproveitar a água, quando chegámos.

👟Info Comodista: É um percurso linear: 1 km para lá + 1 km para cá. Leva calçado de caminhada para não escorregares, de preferência daqueles water-friendly. E fato de banho para dar um mergulho.

Enquanto seguíamos pela Nacional nº 1 em direção a Vila Franca do Campo, avistávamos o Ilhéu majestoso a surgir à nossa direita no horizonte. Partindo de Ponta Delgada, demoras uns 25 min a chegar a Vila Franca do Campo, se partires do estacionamento da Cascata do Segredo, demoras uns 6 min. Consegues ter uma boa vista do ilhéu a partir daí, mas a vista melhor deve ser de cima por isso, se tiveres um drone, é uma boa altura para o pores a voar. O doce tradicional daqui é a Queijada da Vila, também conhecida como Queijada de Vila Franca do Campo, por isso aproveita a paragem para a provares. São feitas com uma base de queijo fresco, açúcar, farinha, ovos e canela.🤤

Se quiseres ter uma experiência mais próxima do ilhéu e passar mais tempo a explorar esta zona, reserva um destes passeios abaixo. Basta marcares qualquer atividade do site GetYourGuide clicando numa das imagens e estás a ajudar o blog a crescer, sem qualquer custo extra para ti.😊 A maioria das atividades partem de Vila Franca de Campo ou da Marina de Ponta Delgada.

Powered by GetYourGuide

No primeiro dia já estava a ficar tarde mas, já que estávamos perto, decidimos fazer uma visita à  Lagoa do Congro. Tivemos a experiência quase de noite, o que acrescentou alguma magia, mas se começares por esta lagoa de manhã, de certeza que também vai ser excelente. Andámos às voltas da lagoa na estrada a tentar perceber como aceder ao estacionamento assinalado no Google Maps, mas tanto o caminho que vinha cima como o que vinha de baixo (clica no mapa ao lado para perceberes do que é que estou a falar) era agressivo para o carro alugado. Com um Jipe era tranquilo, mas havia zonas de terra, lama e alguns buracos, por isso achámos melhor não arriscar o pequeno Fiat.😅

Fizemos 1km a pé até chegar ao início do trilho e depois deparámo-nos com uma longa descida. A floresta era muito densa e nem conseguíamos ver o fim. Estávamos cansados do trilho anterior, estava a anoitecer e a ideia de descer sem saber quanto tempo demorava parecia desanimadora. Começámos a descida a tentar decifrar-lhe o fim e encontrámos uma família a subir que nos disse “É extraordinário, têm mesmo que descer!”. Era o que precisávamos de ouvir. Descemos 700m pela floresta escura e húmida e, à medida que nos aproximávamos da Lagoa, o ambiente transformava-se num verdadeiro cenário de filme. 1 Voldemort e 40 aranhas gigantes a mais a darem-nos as boas-vindas e tínhamos a Floresta Proibida do Harry Potter. 

Quando espreitámos os degraus finais, não havia mais ninguém no caminho, apenas nós e a natureza: o coachar dos sapos, as folhas a abanar com a brisa, o chilrear dos pássaros e, de vez em quando, um peixe a saltar. A sensação era mágica. A Lagoa do Congro, com a sua água verde esmeralda e a tranquilidade absoluta, foi o ponto alto do nosso primeiro dia. De vez em quando, quando estamos num sítio muito bonito e silencioso, dizemos “lembras-te da Lagoa do Congro?”. Foi um daqueles momentos cinemáticos que vai ficar gravado nas nossas memórias para sempre.

👟Info Comodista: Se fores de Jipe, o caminho é 300 m + 700 m a descer (150 m na vertical). Se fores de carro, 1 km + 700 m.

Depois de explorares a encantadora Lagoa do Congro, podes ir em direção ao Salto do Cabrito, que fica a cerca de 30 minutos de carro para o norte, passando por uma estrada pitoresca ladeada por vegetação.

👟Info Comodista: O Google Maps sugere um estacionamento mais afastado, mas o nosso carro desceu a estrada tranquilamente, por isso podes descer até quase à cascata, deixar o carro lá em baixo e poupar quase 1km a pé.

Quando chegámos, não estava ninguém mas rapidamente foram chegando um ou outro grupo. Se tiveres paciência, podes apanhar-te sozinho junto àquela imponente cascata de 40m. Nós entrámos pela base da cascata mas há um trilho que começa a 2km dali e termina na base. A água estava uma delícia e fiquei meia hora só a olhar para a cascata tipo os gatos todos creepy a olharem para o peixinho no aquário. Entretanto o Pedro subiu as escadas que pertencem ao fim do trilho e conseguiu outra perspetiva do topo da queda de água. Eu não subi, mas pelos vídeos que ele gravou, não é para quem tem vertigens. Chegou até umas estreitas pontes de metal a 80m de altura, disse adeus a um pequeno ponto branco na base da cascata (eu✌️) e voltou. As ravinas que escondem a cascata são tão altas que o sol parecia já se ter posto. Só quando saímos é que descobrimos que não.

É um daqueles sítios em que só percebemos a dimensão daquela clareira se lá estivermos ao vivo. E é de tão fácil acesso que é quase visita obrigatória numa visita a São Miguel. Se quiseres podes fazer o trilho em rota circular com início junto à central geotérmica do Pico Vermelho, num caminho de terra batida, do outro lado da nacional.

De seguida, podes relaxar e aprofundar o teu conhecimento sobre a natureza local visitando o Centro de Interpretação Ambiental da Caldeira Velha. Lá, encontrarás exposições informativas sobre a geologia, a fauna e a flora da região, além de poderes explorar a riqueza ambiental que faz desta área um lugar tão especial. Tens de reservar a entrada com antecedência, escolhendo a data e hora associadas ao teu bilhete.  Podes comprar o “bilhete visita” e o “bilhete completo”. Há 4 poças termais, cada uma com temperaturas diferentes, sendo que a mais próxima da entrada é a mais quente. Mas visita as 4 porque a o cenário envolvente é diferente em cada uma delas.

⚠️Atenção: Não podes comprar bilhete no próprio dia. Costuma estar esgotado por isso compra com no mínimo uma semana de antecedência no site oficial aqui. O bilhete completo é o único que dá acesso às poças termais no máximo de 1h30 e custa 10€.

Fotografias do site oficial https://parquesnaturais.azores.gov.pt

Para acabar o dia, andas uns 5 km de carro para sul, deixas o carro no parque de estacionamento e preparas-te para umas vistas fantásticas da Lagoa do Fogo. Há vários miradouros ao longo dos 2km de estrada que rodeia a lagoa por isso, mesmo que estejam mais turistas, de certeza que consegues arranjar um lugar só para ti. Foi um dos pontos mais altos da nossa viagem. As vistas são incríveis, especialmente ao anoitecer, mas se quiseres descer até à lagoa, chega muito antes disso.

Às vezes vinham umas nuvens cobrir a lagoa, mas iam e vinham, até era cinemático. Se começares a ouvir a Enya a cantar o May It Be na tua cabeça, não te preocupes, é normal. Quando íamos embora, pegámos no carro, continuámos a subir a estrada e acabámos por encostar o carro à berma mais umas 3 vezes porque havia sempre mais uma vista diferente igualmente bonita. Como apanhámos o pôr-do-sol, a paisagem ia mudando a sua cor à medida que os minutos passavam. 

💡Dica: Instala a aplicação Spot Azores para Android ou iOS para ver a meteorologia em tempo real nos diferentes pontos da ilha.

Para estes miradouros aconselho vivamente ouvires o Epilogue do James Newton Howard nos headphones. You’re welcome😊

Zona das Furnas

É dia de cozido! Dia da ‘experiência vulcânica’ dos Açores. Vamos provar o tradicional Cozido das Furnas, explorar a zona das Furnas, com a sua lagoa, fumarolas, o famoso Parque Terra Nostra, termas, muito cheiro a enxofre e maaaais miradouros.

🏞️Lagoa das Furnas: Um local de beleza serena onde a água calma contrasta com a atividade vulcânica ao redor. Aproveita para explorar as margens. O perímetro é tão grande que de certeza que consegues encontrar um ponto para apreciar a vista sozinho.
Capela de Nossa Senhora das Vitórias: Um encantador templo histórico. Não podes entrar, só ver por fora.
🌋Fumarolas da Lagoa das Furnas: O exemplo da impressionante da atividade vulcânica dos Açores.
🏠Casa Invertida: Já que estás de passagem, faz uma paragem num posto de transformação de energia pouco ortodoxo.
🌳Parque Terra Nostra: jardim botânico com uma piscina termal e muitos trilhos, vegetação densa e esculturas à mistura.
🌄Miradouro do Salto do Cavalo e do Pico do Ferro: Para vistas panorâmicas da Lagoa das Furnas e da região circundante.
🌊Poça da Dona Beija: também conhecida como “Poço da Juventude”, “Água do Poço” ou “Poça do Paraíso”.

Começámos o dia rumo à Lagoa das Furnas. É melhor essa ser a primeira atração do dia, porque se planeias outra coisa antes, garanto-te que vais falhar redondamente a missão de passar por ela sem parar para a apreciar. Podia ficar horas aqui…
Há muitos sítios para parar o carro ao longo da Lagoa, mas se quiseres, deixa o carro no primeiro estacionamento que aparece (quem vem de Ponta Delgada) junto à Mata Jardim José do Canto. Aproveita para caminhar pelo trilho, passando pelo amigo Gandalf, the Grey (quando fizeram a estátua ainda não era White) e pela Capela de Nossa Senhora das Vitórias.

Quando saímos da nacional nº 1 para a zona das Fumarolas, estava uma senhora a controlar a entrada no recinto. Custa 3€ por adulto. Se quiseres conhecer o Parque Grená, terás de pagar mais 7€ (nós não o visitámos). Se apareceres por volta das 12:00 (talvez antes um bocadinho), consegues ver os senhores dos restaurantes a desenterrarem as suas panelas com o tradicional Cozido das Furnas, cozinhado lentamente no calor geotérmico das fumarolas. Às 12:45 ainda conseguimos ver outros senhores a enterrarem umas panelas, provavelmente para estarem prontas à hora de jantar, já que precisam de umas 6 a 8 horas lá dentro. Se quiseres provar o cozido, eles vendem refeições nesse recinto, ou podes comer nalguns restaurantes na zona das Furnas, porque todos vêm aqui deixar e buscar as panelas. Nos buracos onde deixam a panela com o cozido, a temperatura natural do solo pode chegar a cerca de 90ºC a 100ºC. E para perceberes a que é que cheira a zona, vê aquela cena do filme em que o Shrek e o Burro se aproximam da torre do Dragão para salvar a Fiona. 😜

Quando estacionares o carro para almoçar no centro da vila, aproveita para espreitares a Casa Invertida: um posto de transformação de energia que é uma espécie de casa virada ao contrário com um pequeno canteiro no teto. Ou chão.. not sure. Talvez seja melhor não ires para as termas imediatamente a seguir ao almoço (parece que estou a ouvir a minha mãe “ainda não fizeste a digestão, filha, espera mais 47 horas”), por isso depois de almoço podes aproveitar para visitar o Parque Terra Nostra. Faz uma caminhada enquanto “fazes a digestão” e quando estiveres pronto, dás um saltinho às poças termais dentro do parque.

O Parque Terra Nostra tem 12,5 ha de mata e jardim, 8 coleções para visitar, 1800 espécies botânicas, 1 tanque termal e 2 jacuzzis termais. Existe o roteiro geral sugerido pelo parque, que tem 3km e demora por volta de 1h30 a ser percorrido. O site do parque também sugere roteiros sazonais, com um caminho personalizado para cada estação do ano. O tanque de água termal está a 37°C e tem água rica em ferro e outros minerais. Podes comprar os bilhetes no site oficial. Se ficares hospedado no Terra Nostra Garden Hotel, tens acesso ao Parque em qualquer horário. O horário para visitantes é das 10h30 às 16h30.

Bilhetes para o Parque Terra Nostra

  • Crianças 0-5 anos: gratuito
  • Crianças 6-17 anos / Séniores (+65): 13.60€
    • Residentes: 10.90€
  • Adultos: 16.00€
    • Residentes: 12.80€
  • Família (2 crianças + 2 adultos): 53.60€
    • Residentes: 42.70€
Mapa do site oficial do Parque Terra Nostra
Foto do site oficial do Parque Terra Nostra

Se quiseres ter as duas experiências de termas (Parque Terra Nostra e Poça da Dona Beija), então aproveita que a Poça da Dona Beija só fecha às 22h30 e deixa esta para a noite. Assim tens a experiência numas termas de dia e outra à noite. À saída do Parque Terra Nostra, podes aproveitar para ir visitar dois miradouros aqui perto. O Miradouro do Salto do Cavalo fica a 12km (20 min) do centro das Furnas e o Miradouro do Pico do Ferro fica a 7km (15 min). Tens vistas panorâmicas da Lagoa das Furnas e das redondezas. Os dois miradouros têm estacionamento para deixares o carro.

Ao fim da tarde ou à noite podes terminar o dia a relaxar nas termas da Poça da Dona Beija no centro das Furnas.

Foto do site oficial da Poça da Dona Beija

A Poça da Dona Beija tem 4 piscinas termais, todas diferentes. Deixa esta para último porque está aberta até mais tarde. A entrada custa 8€ e tens de comprar com antecedência no site oficial. O bilhete dá-te acesso a 1h30 dentro do recinto, por isso não vais apanhar multidões. A última entrada é às 21:30 e a saída às 22h30. Podes alugar toalhas (4€) e cacifos (2€).

Zona Oeste

O percurso da zona Oeste talvez seja o mais bonito de toda a ilha. Consegues fazê-lo num dia, mas é melhor dividi-lo em 2. O ideal era deixar esta zona para os últimos dias, mas como às vezes há o azar de estar nevoeiro, é melhor ires rumo aos miradouros mal vejas que o céu está limpo. Mais uma vez, vai verificando a app ou o site Spot Azores com as webcams em tempo real. Aqui vai a sugestão do roteiro.

🌄Miradouros: Miradouro da Ponta do Escalvado, Miradouro da Lomba do Vasco, Miradouro da Lagoa de Santiago, Miradouro do Cerrado das Freiras, Miradouro da Vista do Rei, Miradouro da Boca do Inferno (ou Grota do Inferno), Miradouro do Pico do Carvão.
🏊‍♀️Ponta da Ferraria: piscinas naturais de água quente, aquecidas por atividade vulcânica junto ao mar.
Igreja de São Nicolau: igreja neogótica na vila de Sete Cidades.
🏞️Lagoas: Lagoa das Sete Cidades, Lagoa de Santiago, Lagoa do Canário, Lagoa de Éguas e Lagoa Empadadas.

No dia dedicado à zona Oeste, começámos a nossa jornada em direção ao norte da ilha passando por Rabo de Peixe. Tínhamos visto a série e estávamos curiosos para ver se a verdadeira vila se comparava à representação televisiva. A nossa visita foi uma oportunidade para explorar a autenticidade do local. Se calhar autenticidade a mais porque, mal estacionámos o carro no largo, um rapaz com um pau e uma pomba de rua viva na mão diz a outro com aspeto visivelmente afetado pelo uso de substâncias: “vou meter isto num pão”. Do outro lado da praça, passa uma rapariga de jardineiras e é apupada e assobiada por dois senhores de meia idade. E diz o Pedro “Bem, vamos indo?”. De certeza que a vila não é sempre assim e que nos calhou um sketch satírico quando chegámos, mas, honestamente, não me senti assim tão segura e fomos embora ao fim de 5 min.

Continuámos a percorrer o Norte da ilha pela nacional nº 1, em direção a Oeste, passando pelos centros das vilas todas: Calhetas, Capelas, Santo António, Santa Bárbara, Remédios, Bretanha, Pilar, João Bom e Mosteiros. Não vimos um único turista, só mesmo os locais no seu dia-a-dia. Foram cerca de 50 km pela nacional e demorou-nos pouco mais de 1h. Por fim, parámos no Miradouro da Ponta do Escalvado (tem estacionamento mesmo ao lado). Se não quiseres passar pela zona residencial toda do norte, o caminho mais direto é pelo sul da ilha, são só 30km e demora uns 40min. De seguida fomos à Ponta da Ferraria. Deixámos o carro no estacionamento marcado no Google Maps como “Parque Estacionamento Ferraria”, que é gigante e gratuito e fizemos o trilho até à Porta do Diabo e à Ponta da Ferraria (são uns 300/400m para cada lado). 

A Ponta da Ferraria tem uma piscina natural formada por rochas vulcânicas. As fontes termais misturam-se com a água do mar e aquecem a água naquela zona. Como não fiz bem o meu trabalho de casa, cheguei na altura da maré alta por isso a água estava fria. 🤡 Aprende com os meus erros! A melhor altura para tomar banho é no intervalo 2h antes e depois do pico da maré baixa. Podes verificar as marés no site Spot Azores ou aqui. Há umas escadinhas de metal tipo aquelas das piscinas para acederes à água e deixas a toalha numa rocha qualquer.

As rochas são basálticas e estão bastante quentes, por um lado, pela atividade geotérmica, por outro, por serem escuras e absorverem mais radiação. É melhor levares chinelos ou aqueles sapatos aquáticos porque, literalmente, “the floor is lava”.🔥Já que apanhei maré alta e água fria, do que gostei mais foi mesmo da paisagem lávica toda. E a oportunidade de me deitar em posições pouco ergonómicas com a toalha na rocha.🤸‍♀️

À saída, espreitámos o Farol da Ferraria ao longe e parámos mais 500x no caminho para ver vacas. Ver vacas, chamar vacas, tirar fotografias a vacas, dar erva a vacas. 🐮
É impossível não veres vacas durante a tua estadia nos Açores. Se conseguires ir na estrada sem ver nenhuma, é porque piscaste os olhos. Mas não entres em terrenos privados. Vê as vacas do lado de fora que vês bem na mesma.

Conduzimos até à vila das Sete Cidades, fazendo uma paragem curta no Miradouro da Lomba do Vasco. Não entrámos na Igreja de São Nicolau porque estava a decorrer um casamento e não quisemos dar uma de Vince Vaughn e Owen Wilson. Arranjámos umas sandes e fizemos um piquenique no jardim junto à Lagoa das Sete Cidades, constituída pela Lagoa Azul e Lagoa Verde. Estacionámos o carro mesmo junto a uns caiaques que estavam a alugar na Lagoa Azul e aproveitámos aquele tempinho maravilhoso nas margens. 

Mesmo antes de atravessar a ponte que divide a Lagoa Verde da Lagoa Azul, há um pequeno parque de estacionamento gratuito onde podes parar o carro para fazeres o trilho da Lagoa Verde entre a floresta e a Lagoa.

Marquei a azul no mapa o trilho de terra batida, largo o suficiente para passar um carro. Tem 1,6 km e vai sempre junto à Lagoa. Se fores mesmo até ao fim da estrada de terra batida, tens uns banquinhos junto à margem para te sentares a apreciar aquela imensidão e silêncio. Ida e volta até ao findo são 3,2km. Algumas pessoas passaram por nós de bicicleta e uma ou outra mota. Há mesas de piquenique ao longo do trilho, se te apetecer ir de carro e almoçar por lá.

Voltando ao carro, atravessámos a ponte e fomos sempre a subir com curva e contracurva até ao ponto mais alto. Parámos o carro ao longo da estrada primeiro junto ao Miradouro da Lagoa de Santiago e 300m à frente no Miradouro do Cerrados das Freiras. Não há espaço para muitos carros pararem ao longo da estrada, mas como a maioria das pessoas não pára nestes miradouros porque tem o maior lá em cima, deves ter sorte e arranjar um buraquinho.

São bastante bonitos e permitem veres a Lagoa Verde e Azul lado a lado de uma altura intermédia. O mais imponente e que apanha as duas lagoas alinhadas é o Miradouro da Vista do Rei. Há um pequeno largo com um parque de estacionamento gratuito e é mesmo em frente ao Hotel Monte Palace, um hotel de luxo inaugurado em 1989 e abandonado em 2000.

É proibido entrar no hotel porque há perigo de colapso, o que não impediu alguns turistas de lá entrarem enquanto passeávamos lá. Se andares uns 300m para a direita do Miradouro (estando de frente para as Lagoas e de costas para o Hotel), tens uma vista tão boa como a do Miradouro mas sem pessoas, pois isso vale a pena dar lá um saltinho. Dica: ouve a música Engagement Party do filme La La Land enquanto passeias pela estrada e admiras as lagoas.

Se o dia fosse fechado aqui, já tinha sido um dia em cheio. Mas se tiveres pouco tempo, ainda vais querer incluir as restantes lagoas desta zona da ilha. Até porque estás a 6 min de carro do próximo destino, provavelmente o mais famoso dos Açores. Continuamos a estrada por detrás do hotel abandonado e estacionamos o carro 6km à frente no local marcado no Google Maps como “Parque estacionamento Lagoa do Canário”. Em frente ao estacionamento, tens um portão fechado e uma placa com os horários. Ignora.😁 Dos dois lados do portão  o caminho está aberto e dá acesso ao trilho inserido no Parque Florestal da Mata do Canário, por isso é só contornares o portão. Imagina que chegavas lá, vias o portão fechado, o horário ultrapassado e vinhas embora… que agonia!

Passámos o portão, começámos o trilho e vimos logo a placa para o acesso à Lagoa do Canário. É mais isolada e pequenina do que outras mais conhecidas mas encantadora com as suas águas verde-azuladas que, dependendo da hora do dia, refletem o céu. Seguimos os degraus de terra batida que entrava na escuridão da floresta e ouvimos os sapinhos e os passarinhos naquele paraíso redondo. Estava tudo perfeito até dois turistas espanholitos entrarem a falar muito aaaalto. Calaram-se os sapinhos, calaram-se os passarinhos. Nessas alturas é pôr headphones, música instrumental adequada ao cenário e siga para bingo!😅

Agora vinha a parte mais exigente do caminho. O trilho é só de 1km mas a última parte sobe um bocadinho e já aumenta os batimentos cardíacos para níveis respeitáveis. Prepara-te para a vista panorâmica mais conhecida de todas as ilhas dos Açores: o Miradouro da Grota do Inferno (ou da Boca do Inferno). Chegámos ao fim da tarde e estava muito nevoeiro, por isso não estava quase ninguém no trilho. Alías, quando acabámos a subida, éramos as únicas almas naquele cenário épico.

Finalmente, o nevoeiro deu tréguas, revelando a vista impressionante do Miradouro. Diante de nós, a majestosa paisagem das Sete Cidades, o sol a esconder-se atrás das montanhas. As lagoas estavam finalmente visíveis, alternadas com pequenas povoações no meio dos vales. Não trocava aquele fim de tarde por nada. O nevoeiro a passar mesmo no meio de nós e a escorregar pelo meio das colinas fazia uma cena digna de filme épico de fantasia.

No último dia, antes de apanhar o avião de volta, ainda demos lá um saltinho para aproveitar o bom tempo. Não foi tão mágico como no dia do nevoeiro, porque não tinha aquele ar místico e já tínhamos companhia no trilho. No entanto, as cores são mais vibrantes, por isso não sei qual das versões prefiro. Ainda bem que pude experienciar as duas e não tive de escolher.  

Para voltar para trás, experimentámos ir por outro trilho à esquerda (quem está virado para as lagoas) em vez de voltar pelo mesmo caminho. Má ideia. O trilho é pior, a descida não está em tão boas condições e as pedras estão meias soltas. É um pouco mais curto, vai ter a um ponto aleatório da estrada, mas acabas por não ganhar tempo porque é mais acidentado. À saída podes continuar pela estrada até à próxima paragem: Lagoa de Éguas e Lagoa Empadadas. Visitámos estas duas lagoas noutro dia ao fim da tarde, o que não é relevante para o teu roteiro. Mas se calhar se as visitares logo a seguir ao Miradouro da Grota do Inferno, não vão parecer tão especiais. Fica ao teu critério.

Podes deixar o carro no ponto que marquei neste mapa e fazer o trilho curto de 500m até ao combo das duas lagoas. O Google Maps não tem marcado, nem o trilho, nem o parque de estacionamento, mas se abrires a vista de satélite, dá para ver o parque de terra batida que estou a assinalar. Depois se quiseres dar a volta completa às duas lagoas que faz essa espécie de 8 tens um total de 2,5km à tua espera (com ida e volta para o carro). 

O bosque que rodeava as lagoas estava coberto por uma névoa suave e o verde-musgo dava aquele ar de mistério de florestas ancestrais. Fazia parecer que elfos, gnomos ou outras criaturas místicas podiam surgir a qualquer momento entre as árvores. Mas só havia sapos e passarinhos, nada de gnomos. O caminho parecia aquele que a mãe do Capuchinho Vermelho diz para ela não seguir. Bem burra, ia perder um belo passeio! Estávamos perdidos naquele silêncio e de repente começámos a ouvir sons muito altos a aproximarem-se. Olhámos em volta e o caminho estava vazio de um lado e outro. Os barulhos intensificaram-se, deram lugar a um grito e, duas pinguinhas de xixi depois (do susto😅), percebemos que era o eco de um grupo que tinha entrado no trilho. Não os conseguíamos ver mas o som propagava-se bem. O Pedro decidiu experimentar e gritou também. Assustador, o eco produzido naquela lagoa redonda. Experimenta! E não te assustes.

Antes de ires embora, faz uma pequena paragem de carro no Miradouro do Pico do Carvão. Atenção que há dois com o mesmo nome marcados no GoogleMaps, mas pára no que está no meio da estrada, junto a um parque de estacionamento, também marcado no mapa. É bastante plano mas como demoras 1 min e está na estrada, vale a pena fazer uma curta paragem.

Zona Este

No dia dedicado a dar meia volta à ilha, a lista dos sítios a visitar pode parecer muito grande mas, na verdade, este percurso ao longo da nacional tem aproximadamente 150 km e demora cerca de 3 horas. Com desvios e paragens, se calhar é melhor arredondares as 3h para umas 10h.😅 

🏖️Praia do Fogo: enseada de areia preta cercada por falésias.
🏞️Miradouros: Miradouro do Pôr-do-Sol, Miradouro da Ponta da Madrugada, Miradouro da Ponta do Sossego, Miradouro da Vista dos Barcos (vista para o Farol do Arnel), Miradouro de Santa Iria.
🌊Cascata do Salto do Prego: queda de água com 30 m de altura e um trilho de 1,5 km (45 min) para lá chegar (não fizemos).
🌊Cascata da Ribeira dos Caldeirões: mesmo à face da estrada, é só parar no estacionamento ao lado.
🌿Fábrica de Chá Gorreana: visita obrigatória para conhecer a única plantação de chá na Europa. Podes experimentar o chá e visitar as plantações de forma gratuita.

A Praia do Fogo é uma praia de areia preta rodeada de falésias. É bastante espaçosa e, mesmo na época alta, nunca tem muita gente (talvez por estar longe do centro de Ponta Delgada). Tem guarda-sóis, casas de banho e estacionamento a 1 min. Tudo gratuito. Leste bem.🤑 Também há um bar e barraquinhas de bebidas.

20 km e 30 min depois, chegámos a Povoação, onde tudo começou, onde os primeiros povoadores desembarcaram na ilha de São Miguel. Povoação é encantadora com as suas ruas pitorescas e uma atmosfera que mistura o antigo e o moderno de forma harmoniosa. Explora a vila, a marina, a praia e almoça por aqui, que vale a pena. Uma canjinha e um bitoque por 6€.

A partir daqui, continuámos a nacional, contornando o Este da ilha, parando apenas em miradouros. No entanto, podes fazer o trilho do Sanguinho que fica a 15 min de Povoação. Esse trilho é circular, de dificuldade média, tem 4,5 km e demora aproximadamente 2 horas. Há sinais até chegar à Cascata do Salto do Prego, onde podes explorar a base da cascata, ou subir por um trilho até à parte superior da ribeira. Não o fizemos, mas temos sempre outra desculpa para voltar a São Miguel.😜 O blog VagaMundos partilhou algumas fotografias deste trilho, por isso se quiserem saber mais pormenores, vê o que eles exploraram nesta zona. Enquanto contornámos o Este da ilha em direção às atrações do Norte, passámos (por esta ordem) pelo 1️⃣ Miradouro do Pôr-do-Sol, 2️⃣ Miradouro da Ponta da Madrugada, 3️⃣ Miradouro da Ponta do Sossego e 4️⃣ Miradouro da Vista dos Barcos (onde tens a vista para o Farol do Arnel). Destes, o nosso preferido foi o da Ponta do Sossego, repleto de gatos e com vistas de 180º. Estavam lá mais dois casais mas havia espaço suficiente para nos sentirmos sozinhos.

Já no Nordeste da ilha, chegámos ao Parque da Ribeira dos Caldeirões. Há estacionamento à face da estrada a 1 min da cascata principal e consegues logo ver os antigos moinhos de água. É gratuito, é só entrares. Algumas áreas podem ser escorregadias, mas é mesmo giro passar (quase) por baixo da cascata. Gravámos uns vídeos bastante engraçados! Há trilhos para explorar o parque e o centro de visitantes onde podes aprender mais sobre a história do parque e provar produtos locais.

Continuando a seguir pelo Norte da ilha, percorre mais 15 min para Oeste e chegas à Fábrica de Chá Gorreana. Aproveita a visita para conhecer a história da única plantação de chá da Europa, onde podes ver o processo de produção desde a colheita até à embalagem. Podes provar gratuitamente os chás produzidos ali mesmo. A melhor parte é o passeio pelas plantações com vistas panorâmicas sobre os campos de chá. Estaciona o carro mesmo em frente à fábrica e caminha pelo meio das plantações nas duas zonas que assinalei no mapa. A mais próxima é bastante bonita e é mais plana. A mais afastada (300 m) faz lembrar as fotografias dos campos cultivados de Bali. Antes de saíres, visita a loja da fábrica para te renderes às variedades de chá.

Antes de dares a voltinha por terminada, faz uma paragem rápida no Miradouro de Santa Iria e podes fechar o dia.

Zona de Ponta Delgada

Escolhi hospedar-me num hotel em Ponta Delgada, o que facilitou bastante as visitas ao centro da cidade em qualquer dia da minha estadia. No entanto, se preferires dividir a tua viagem e ficar em hotéis em diferentes áreas da ilha, pode ser útil saberes o que fazer no dia dedicado a explorar Ponta Delgada. Fica aqui a sugestão.

⛪Centro de Ponta Delgada: Portas da Cidade, Igreja de São Sebastião, Jardim António Borges, Fortaleza de São Brás
🍍Plantações de
ananás: cultivadas em estufas tradicionais e podes visitá-las gratuitamente
🐳Observação de Golfinhos e Baleias: passeio de 3 horas de bote ou catamarã (pago)

No centro de Ponta Delgada, podes passear pelas ruas de pedra e tirar uma foto nas famosas Portas da Cidade. Dá uma espreitadela na Igreja de São Sebastião e explora o Mercado da Graça, onde encontras produtos locais fresquinhos. Vais passar pela Fortaleza de São Brás e podes entrar no Jardim António Borges. O centro é pequeno e se estiveres hospedado em Ponta Delgada, vais conseguir visitá-lo em qualquer um dos dias. Não visitámos as plantações de ananás mas dizem que se pode visitar de forma gratuita, por isso não custa dar uma espreitadela. O ponto alto foi a excursão pelo Atlântico!

Marcámos o passeio de barco através do GetYourGuide com a Futurismo Azores. Podes escolher entre fazer o passeio num catamarã ou num barco Zodiac, que é uma lancha. Escolhemos ir no catamarã para a viagem não ser tão atribulada. Se quiseres mais ondas, saltos, água e vento, vai na lancha. Mesmo que vás no catamarã e que esteja calor, leva casaco e corta vento. Vais precisar no mar alto. A Futurismo tinha o compromisso de que se nenhum animal fosse visto durante a experiência, ofereciam uma segunda excursão.

Powered by GetYourGuide

Não partimos com grandes expetativas porque sabemos que a natureza é imprevisível e nem sempre é possível avistar animais. Mas era o aniversário do Pedro e pensámos “na pior das hipóteses, dás um passeio de barco à volta da ilha”. Como tudo é uma questão de gestão de expetativas, tivemos imensa sorte e a experiência foi fantástica. Começámos com uma marota barbatana de tubarão a espreitar na água perto do barco, uma visão rara que não me deixou a dormir nessa noite com o braço fora da cama.😅 Brinde: música do Jaws a tocar em looping na cabeça durante 5 min. Obrigada, John Williams. A guia leu-me os pensamentos e começou a cantar “taaaa raaa” no megafone.

Logo a seguir, fomos acompanhados por inúmeros golfinhos, que nadavam graciosamente ao lado do barco. Entre eles, pudemos ver alguns golfinhos recém-nascidos. Todos saltavam, mas o recém-nascido não estava a conseguir. Acompanhámos aquelas manchas prateadas ao longo da viagem deles e, ao fim de muito esforço, o pequenito lá conseguiu o salto, o que foi um momento absolutamente adorável e único. Já podíamos ir embora, o dia já estava ganho.

Passada uma curta hora, o capitão viu outras embarcações ao fundo a arrancarem, de repente, a todo o gás e começou a segui-los. Deviam ter visto algum splash! Quando nos conseguimos aproximar, vimos 4 imponentes cachalotes. De vez em quando espreitava uma cabeça, outras vezes víamos um splash, mas a bióloga disse que o mais aguardado pelos fotógrafos era o mergulho para o fundo do mar, porque era quando se via a grande cauda totalmente na vertical antes de desaparecer. Só tive pena de não os fotografar com a Canon, só os filmei com o telemóvel. Ver esses gigantes do oceano tão de perto foi uma experiência emocionante e inesquecível. O ponto de encontro está assinalado no mapa como Futurismo Azores, na marina de Ponta Delgada. O staff foi simplesmente fantástico. Desde a simpatia e conhecimento dos guias até à segurança e conforto proporcionados pela tripulação, tudo contribuiu para que tivéssemos uma experiência memorável. Forneceram-nos informações detalhadas sobre cada espécie avistada e garantiram que todos os passageiros tivessem a melhor vista possível. No regresso à marina, também reparei nas formações geológicas recortadas na costa. Havia rochas magmáticas, sedimentares e metamórficas na mesma zona, retiradas de uma aula de ciências de 7º ano.😅

E agora que já tens todas as dicas e o roteiro na mão, é só marcar a viagem, fazer as malas e explorar São Miguel ao teu ritmo. Vê como planear a roadtrip em São Miguel no meu próximo artigo. Boa viagem e aproveita cada momento! ✈️

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